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Polêmico, alternativo, pessimista, complexo, "indigesto" e com a cara de seu diretor, Michael Haneke, o filme em questão é 'O Sétimo Continente'. Michael é o melhor diretor no quesito de criar personagens com mentes perturbadas. Mas o que mais perturba nos filmes de Haneke são que em cada personagem existe um pouco de nós, em alguns caso até nos identificamos com eles.'O Setimo Continente' não foge a regra, a familia-metafora é uma critica perfeita a 'mecanização' e a 'coisificação' da humanidade, onde vivemos em função do material. Nossos anseios burgueses e sonhos de consumos esta nos levando a nossa auto-destruição física e espiritual, e este recado esta bem dado por Haneke. O filme é uma narrativa muito lenta, mas necessaria. A câmera foca nos objetos que estão sendo usados e aos poucos nós tornamos íntimos dos objetos do filme, eles são os verdadeiros protagonistas. Haneke deixa seu aviso neste excelente filme que passou batido aos olhos do mundo. Esse filme é só para quem gosta mesmo de cinema.
IMDB: 7.8
*****
Nota: 9.5/10
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@rafael_pegado
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ResponderExcluirtestando editar comentário.
ResponderExcluirconcordo com o quesito "criar personagens pertubados"Agora,depois que eu assisti ao
ResponderExcluir"Anticristo" de Lars Von Triers,constatei
que Hanek tem um forte concorrente para disputar esse quisito.Muito bom o filme
postado acima.Sim,os objetos são os principais
personagens do filme.não somos,nós,os humanos,
objetos misturados ao mundo das coisas?Que coisa é o humano?Veja essa obra e outras do mesmo diretor,ele pertuba,inquieta e nos pergunta o tempo todo:em que se transformou o humano.